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sábado, 14 de julho de 2012

Felizes para sempre


E você ainda sonha, né...
Com o beijo na chuva, a música perfeita e a frase clichê que você ouviu em algum romance desses que você assiste todo sábado à noite. Eu sei, você sonha.
Você ainda espera o tal do conto de fadas acontecer, o cara perfeito aparecer e quer ser feliz para sempre igual a Cinderela. Você ainda acredita que existam sapos esperando por beijos do amor verdadeiro. Você ainda sonha que vai viver um felizes para sempre que ninguém nunca ouviu dizer que realmente existe.
Você é otimista, esperançosa e tonta! 
Não vou te dizer que o seu príncipe encantado pode ser quem você menos espera porque eu não sei qual é o tipo de pessoa com quem você anda se metendo, mas é bem por aí mesmo. Você fica ai procurando um Robert Pattinson na vida, enquanto seu Shrek tá perdido por ai. Quem fica atrás de bolo pronto, não aprende a fazer doce não, minha filha.
Não é pra sair correndo atrás de qualquer menino e nem sonhar com o amigo bonitinho da tua prima. É pra prestar atenção na vida, nas coisas que tão nela. Não é pra procurar namorado, é pra encontrar o melhor amigo que te queira como princesa do conto de fadas dele.
A vida não se baseia em príncipes, nem em sapos. Ela se baseia naquilo que cabe a você ter. 
A vida se baseia no que você pode suportar, no que você pode e precisa manter. A vida se baseia em você, no conto de fadas que você vai conseguir escrever. O que importa não é quanto tempo o seu "Felizes para sempre" vai durar, mas sim a forma como você vai querer aproveitá-lo.
A vida é cheia de surpresas, uma pior que a outra. Mas no meio dessas esquisitices sempre tem algo aproveitável, suficiente pra te fazer sorrir e suspirar.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O problema é seu


E se eu fosse uma roteirista, faria o melhor e mais lindo filme do mundo: os principais detalhes,os mais diferentes personagens e as melhores histórias. Amores, amizades, sonhos e dramas!
Um amor de tirar o fôlego e uma amizade de dar inveja. Uma garota apaixonada que também seja esperta e um mocinho, que não seja tão complicado. E nada de perfeições. Quero um romance, mas não muito romântico. Uma amizade legal, com aventuras e muita confusão. Nada tão clichê, nada tão comum. Algo real, com coisas verdadeiras. Chega de ilusão, chega de frescura.
A gente cresce mas sempre continua a mesma... Aprende a separar as coisas, menina. Filme é filme, amor clichê é amor de filme, amor verdadeiro dói de verdade, na vida real. Um dia você acostuma mas ainda sente, um dia você aprende mas ainda sofre.
A vida é cheia desses "Um dia" que parecem nunca chegar, aliás, nem sei se eles chegam mesmo...  A vida é estranha, cheia de coisas, barulhos e confusões. A vida é boba, sonsa e dramática.
A vida é sua, o filme é seu e o problema... bom, ele também é seu.

domingo, 13 de maio de 2012

Por trás de uma tela


E somente assim vivia. Por trás de uma tela, sobre um velho teclado, era sua vida. Fotografias que na verdade não mostravam nada, nada que fosse realmente verdadeiro. Tão acostumada a viver em seu mundo mentalmente criado, nunca soube lidar com o mundo real, as pessoas, os lugares.
Um bom passatempo era fugir de tudo, viver em si mesma. Garotos já existiram aos montes em sua vida, mas ainda não houve um por quem quisesse viver no mundo de fora. Nada a convenceu, nada à convence. Não se acha feliz, mas acha que está bem. Houveram tempos em que escrevia sua tristeza e sentia parcialmente aliviada, mas agora nem tristeza se tem para escrever.
De tanto criar mundos e vidas perfeitas, se tornou mais uma de suas criações: boba, frágil, clichê e sem graça.
Ficou alienada, abandonada e esquecida por si mesma. Atrás de uma tela e sobre um teclado, uma dramática que vivia em um mundo patético e particular.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sobrevivendo


E depois de tudo o que já passei, aposto que muita coisa eu sei. Já morri mil vezes, assim como sobrevivi outras mil e uma. Não sou fraca, não sou boba e também não sou indestrutível. Mas garanto que é preciso muito mais que a morte sentimental pra me derrubar. Eu aprendi bem como juntar os estilhaços, os restos... os cacos.
Não tenho dó de mim, não sou nenhuma coitada. Não sou auto piedosa e to pouco me fodendo pro que aconteça. Aprendi a ser grossa, arrogante e desagradável. O mundo me ensinou tudo, a vida mandou que me virasse.
Não tenho sabedoria, tenho experiência. Não sou nenhuma vencedora, nenhuma lutadora... Cai, levantei. Me machuquei, me curei. Engoli choro, sequei lágrimas. Desabei e me reergui. Passei um bocado nessa vida, mas nada é difícil ainda. Tem muita água pra rolar, muita brisa pra passar e muita porta à se fechar. To indo, sobrevivendo. Aprendendo.
Por que, afinal, de que valeria a vida se não fosse pra aprender a viver?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

um pouco de amor


Queria, ao menos uma vez, que algo desse certo. Que fosse um amor, um dia ou até mesmo um minuto.
Só se ferrar cansa, desgasta. Há tempos não sei o que é uma noite bem dormida. Se não tenho pesadelos, acordo a cada 5 minutos.
Sei lá, acho que podia acontecer algo bom. Eu preciso de algo bom.
Tenho mania de achar que incomodo... Talvez as pessoas precisem mesmo tirar umas férias de mim, ou eu delas. É tudo tão estranho, complexo.
Não sei o que acontece, não sei nem se tem algo acontecendo... Eu to irritada, fria e ao mesmo tempo, carente.
Eu preciso de um abraço, um cobertor e leite quente.
Eu preciso e eu queria, um pouco de amor.  Alguém que fosse paciente.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Desenrola na Madrugada


Sei que faz tempo que não escrevo nada aqui, mas são 03hrs e 22 min da manhã e não tenho nenhum sono. Eu tava ali na sala, vendo tv; tava assistindo Desenrola, o filme.
Acho que boa parte das garotas deviam assistir, mesmo. Vendo a história da Priscila, comecei a pensar em todos os meus desastres amorosos, tudo o que já foi passado pelo lado afetivo da minha cabeça...
Agora, de repente senti vontade de nunca ter me apaixonado e talvez, nunca ter ficado com determinados meninos. Sei lá, tudo pareceu tão sem sentido. Talvez se eu não tivesse ficado com fulano, eu não teria me apaixonado e não teria sofrido! Talvez se eu tivesse me preocupado mais com coisas fúteis, o amor simplesmente apareceria. Eu não esperaria por ele ansiosamente.
Acabei de olhar pro meu celular: nenhuma mensagem fofa, nenhuma ligação e nenhum admirador. Fui ouvir música, mas também não deu certo... Comecei a lembrar de certos rostos, sorrisos e senti saudade de quem não devia. Ainda não sei definir o que to sentindo agora... Talvez seja inveja da Priscila, ou carência mesmo. Não sei. À essa altura pode ser qualquer coisa.
Fiquei aqui pensando: e se eu tivesse um namorado, veria esse filme de uma outra forma? Pensaria diferente?
Meu Deus! As vezes acho que estou ficando paranoica... Eu tenho 16 anos, 3 paixões (platônicas ou não...) e to aqui, reclamando a falta de alguém que me mande algum sms romântico no meio da madrugada. Eu sei, parece drama... Mas e quem nunca se sentiu assim?
Pode ser que eu esteja apaixonada agora. E se eu realmente tiver amando alguém, ele também pode não merecer esse amor. Ou... ele pode me amar em segredo, não sei. To me sentindo a coisa mais bocó e clichê do mundo, uma bobona sozinha em plena madrugada escrevendo coisas que não dizem nada com nada. Uma palhaça cheia de olheiras que passa o dia se entupindo de cafeína. É isso aí, uma dramática.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Aquela música


Sabe aquela música? Aquela que você ouve sem vontade de dançar, de pular e nem de chorar... Aquela lá que te faz sentir abraçado, confortado e seguro. Aquela que traz aquela sensação deliciosa de felicidade sem motivo, sem pretensão e sem pressão.
Aquela música que te deixa calmo, mas com certa euforia no olhar. Aquela que te faz viajar, que te faz sonhar e que te torna feliz por minutos. Aquela que te faz imaginar pessoas, abraços e beijos. Aquela que te deixa pensando na vida e em como ela seria mágica se pudesse ser baseada naquele momento, naquele pequeno instante bom que te encantou.
A música que vai te deixar extasiada, boba e sem vergonha. Aquela que vai te convencer que você pode fazer muita coisa que você quer. Aquela que, mesmo que só por alguns instantes, vai te mostrar que você é tem coragem e que pode ser o que quiser.
Aquela música que vai te dizer que a vida é perfeita, se você olhar do ângulo certo. Aquela música que vai ter gosto de bolo de cenoura que a sua mãe fazia nas tardes de infância e que te deixa em transe.
Aquela música que, de todas sensações que pode causar, apenas te faz sorrir. Porque ela foi feita pra você, ela sua e o seu sorriso é dela. Aquela música que te faz sorrir sem culpa, que te faz sentir incrível apenas por ouvi-la.
Aquela música que que tornou sua porque seu sorriso se tornou o dela.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Dê a cara a tapa


Pare. Pare com o autojulgamento, a autocritica e qualquer outra coisa que comece com "auto" e ainda assim castigue você. Pare de ser boba, pare de ser hipócrita. Você é muito mais que a criticazinha  absurda que andaram fazendo sobre você. Você é muito mais que aquilo que seu espelho mostra e ainda muito mais do que o galinha da sua turma acha que é bom.
Você é você, com tudo o que tem. Sem defeitos, você tem pequenas imperfeições. Pare de frescura, acabe com o drama. Já ta na hora de alguém saber quem é você de verdade, seja com sapatilha ou tênis. E se não usar maquiagem, borre a cara deles com o teu conteúdo. Pise em cima das palavras, passe por cima deles. Você não deve nada, não tem que se explicar.
Vai sorrir, ser feliz e se divertir. O mundo já paga pau demais pra esse bando de cérebro compacto em um crânio tamanho família.
O mundo, já se perdeu. Agora é você quem escolhe se continua no caminho de casa ou vai cadeia deles. Se mostre, apareça e dê a cara a tapa. Vamos ver quem é que vale alguma coisa, vamos ver quem é que sabe, manda e faz mais.
Aparece, filha. Você não nasceu com esse brilho atoa.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Outra




Porque nas loucuras de hoje em dia, eu tenho me superado. Aprendi a devolver os tapas na cara que a vida costuma dar e já deixei de sair com quem não devia andar. Conheci gente nova, gente boa. Desprezei os importunos  e abracei os importantes.
Guardei os beijos pra quando tiver alguém em especial. O sorriso, deixei para quem precise, pra quem mereça. Conto histórias para quem quer ouvir, e os segredos são pra quem souber sentir. Não tenho sido muito clichê. Talvez nem tenho sido mais eu, não aquela eu.
As vezes acho que eu mudei, as vezes acho que é uma fase... As vezes parece amor, mas é só saudade. Eu cresci, cresci mesmo. Aprendi muita coisa, esqueci muitas outras. Me reinventei, me virei e enfim, mudei. Eis aqui uma nova eu, uma nova garota. Talvez, uma outra garota.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O tempo do príncipe


Tão acostumada a sonhar com o mocinho, acabei me tornando a vilã.
Vai ser sempre assim: você se apaixona, não é correspondida e passa a ter certo rancor da pessoa amada. Não que você queira se sentir assim, mas é mais fácil. Ela não tem culpa, as vezes...
Você tem que aprender a se controlar. Tem aprender a viver. A vida não é conto de fadas! Infelizmente, isso aqui é mundo e não o O maravilhoso mundo de Disney. Meu bem, vamos aprender a nos virar porque é o que tem pra hoje. Ou tu é normal, ou tu é você.
Das escolhas que a gente tem, quase nenhuma nos favorece de verdade. Nenhuma faz bem. É tudo planejado, tudo marcado. É tudo mandado.
Sinto falta da espontaneidade, sinto saudade da liberdade. Sinto saudade do tempo em que se podia sonhar e acreditar que ele se realizaria, por mais mágico que parecesse.
Eu sinto falta do tempo em que eu pensava e sabia que era a mocinha e não existiam vilões. Aquele tempo onde tudo o que eu fazia era sorrir só por pensar no príncipe encantado, mesmo que ele fosse imaginário.

Post da Thainá


Há algumas semanas a linda da Thayná me convidou pra falar sobre meus livros favoritos, e aqui estou. Gosto de livros fortes, intensos, com paixões quentes, história envolvente e que prenda 100% da minha atenção. E quando estou lendo, ah... Eu mergulho dentro do livro, vivo a historia, sinto o que os personagens sentem, sinto os cheiros, os sabores, as cores... Sou apaixonada por ficção, lobos, vampiros, fantasmas, zumbis, gnomos, duendes, mitologia grega e romana e entre vários seres sobrenaturais. Adoro sonhar, fantasiar, imaginar, me perder em pensamentos, porque de realidade já basta a que temos diante de nossos olhos.
É clichê falar que uma garota é apaixonada pela Saga Crepúsculo? Como todo mundo sabe, Bella é a garota de “beleza comum”, desajeitada e com tantos outros defeitos que se apaixona pelo Edward, o garoto perfeito, e vampiro; e a partir daí cada pagina vai te prendendo a historia de uma maneira impressionante.
Porque é meu favorito? Quer romance mais perfeito do que esse? E toda a personalidade da Bella, a maneira de lidar com as dificuldades, toda aquela paixão, o modo que ela se entrega ao amor... é quase uma descrição minha.
Série A Mediadora: Suzannah tem uma reviravolta em sua vida: muda de cidade, fica longe da sua melhor amiga Gina, tem que lidar com seus novos meio-irmãos, seu padrasto e ainda conviver e (não poder ter) com Jesse, o cowboy espanhol lindo, charmoso e morto. É morto. E pra completar o drama, ela fala com os mortos.
Porque é meu favorito? Não tenho nenhum motivo especial, mas foi o decorrer da história que me prendeu. E claro, quem não se envolve em uma história de um amor impossível?
Série Academia de Vampiros: Ainda não terminei de ler a série, mas já me apaixonei. Conta a história de Lissa, a vampira Moroi e Rose, a dampira que fogem do colégio mas logo são resgatadas. E a partir dai que entra Dimitri e Christian que só deixam a história mais envolvente.
Porque é meu favorito? É uma mistura entre admiração e identificação com a personagem. Rose é forte, tem um temperamento explosivo, intenso, do tipo que dá choque. E a maneira que ela demonstra o amor pelas pessoas, o bem estar deles mais importante do que o dela.
A Guardiã da Meia Noite: É um livro maravilhoso, que envolve história, drama, suspense, sedução, romance... A história tem cenas da Segunda Guerra Mundial, onde os vampiros são os heróis e estão lutando contra os nazistas. E para isso acontecer, Brigit tem que ficar longe de Eamon. E o livro faz um jogo com os anos, de 1939 vai pra 42, depois volta para 40, o que só deixa a história mais interessante.
Porque é meu favorito? O que mais me chamou atenção foi a "ironia" dos vampiros saírem como heróis no final da história. E o amor de Eamon e Brigit, a forma que eles se completam, que se unem... não tem como não se apaixonar.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Um pouco de Caio

Meu nome é Caio Fernando.
Moro no segundo andar,
mas nunca encontrei você na escada.

Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia – eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas. Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como – eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto – preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio – tão cansado, tão causado – qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios – que importa? (Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio – viria? virá? – e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço. Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã. 

Caio Fernando Abreu.

Encontrei esse texto por acaso no tumblr e gostei tanto que quis postar aqui! hihi

quarta-feira, 21 de março de 2012

Nasci



Não me venha com meias palavras, e nem inteiras. Não sei se quero te ouvir agora, nem sei se ainda quero te ouvir. Não sei se penso ou se sonho. Se te amo ou te odeio. Não sei se te quero ou te rejeito. Minha vida tem se baseado em dúvidas, escolhas e talvez, frescuras.
 Não, não é TPM. Eu não ando bipolar e também não to ficando louca. EU TO CANSADA. Cansada de você, desse nós que vive suspenso no ar e destas suas bobagens sobre amor.Eu não quero amor. Não de você. Eu quero mais, muito mais! Quero vida, calmaria e um pouco de diversão. Uma dose de álcool, quem sabe? Ou talvez só um pouco de música, mas que seja música pra dançar. 
Ando querendo menos… Quero menos preocupação, menos responsabilidade e menos chororô. Sabe, eu não quero ser fria. Não mesmo. Quero sorrir, quero se feliz. Mas eu não quero mais você, nem pra sonhar, nem pra amar e muito menos pra chamar de meu. To noutra vibe agora, outros sonhos, outros amigos e nenhum amor. 
Agora é só vida, música e diversão.Encontrei o que eu queria, encontrei o que precisava. Me encontrei e te deixe perder. Eu nasci pra vida e matei você.

domingo, 18 de março de 2012

Que fosse sonho


E hoje, antes dormir imaginei como seria se eu realmente tivesse um mundo só meu. Pensei em como o controlaria e em como poderia ser mágico. O mundo, hipoteticamente meu, seria como um verdadeiro conto de fadas. Os dias seriam todos frescos, como o outono e toda noite choveria pra que eu pudesse dormir tranquila. As pessoas teriam cara de sol, com muito brilho e sorrisos apaixonantes. Meu mundo seria incrível...
Os lugares seriam aconchegantes, com cheiro de terra molhada e ar de inverno. Não gostaria de nada muito enfeitado, apenas gostoso de ver. As flores, todas coloridas com cara de primavera. E se pudesse ter um príncipe encantado, ele teria carinha de nostalgia, sorriso tímido e o cabelo mais macio do mundo. Ainda que fosse príncipe, não seria perfeito, porque iria discordar dos meus gostos musicais e assim eu o faria aprender a gostar com toda a delicadeza do mundo.
Talvez eu não quisesse que esse lugar se chamasse mundo... Poderia chamar Sonho! Mas que fosse um sonho de verdade e eu pudesse dormir para sempre. E pra sempre, ser feliz.

quarta-feira, 14 de março de 2012

E seu eu não gostar, quem vai?


Todo mundo que me conhece, principalmente minha família e meus amigos, vivem dizendo que eu "me acho". Talvez eles estejam certos, talvez eu seja um pouco convencida sim, mas tenho argumentos bem óbvios para tudo isso.
Sejamos honestos e concordemos: todo mundo adora aumentar seu próprio ego. No meu caso, eu gosto muito mesmo de aumentar meu ego, e minha autoestima está sempre no alto mesmo!
Enfim, eu não penso que sou realmente convencida... eu gosto de quem eu sou e me acho sim, muito bonita. Pra mim não importa se você pensa que eu sou metida, "pra frente" ou tenha me adicionado à qualquer outro tipo de apelidinho que se aplique ao meu tipo de pessoa. É ai que eu vejo o X da questão: vocês adoram falar mal, criticar e implicar, enquanto eu simplesmente não dou a mínima pra sua opinião.
Eu sempre vou me achar linda, legal e tudo que eu achar que seja bom em mim, enquanto vocês apenas vão se preocupar com tudo o que eu possa ter de errado. Talvez no final, os chatos egocêntricos sejam vocês que ao invés de cuidarem do próprio ego, ficam dando ibope pra mim e pra todos os outros que sejam seus alvos!
Por isso, sem querer ser chata, mas já sendo, só digo uma coisa: Eu gostar de mim e da minha autoestima não é o problema, e a sociedade também não. O problema são vocês, narizes em pé que adoram enxergar nos outros o que mais tem de errado em vocês! Não é nada pessoal, é só o boomerang da sociedade voltando mesmo!

xoxo

segunda-feira, 12 de março de 2012

Até me encontrar



Ando precisando de tanta coisa... Preciso de abraço, de carinho, de beijo e de atenção. Também ando querendo muita coisa... Um amigo de verdade, alguém que traz saudade e um pouco de tranquilidade. Ando carente, de tudo, de todos. Ando sem rumo, sem planos e sem perspectivas.
Ando aprendendo, a viver, a sonhar e talvez, amar. Ando crescendo, amadurecendo e melhorando. Ando com as pernas, mas sinto como se andasse com o coração, ou talvez seja só mais um engano.
Ando cheia de ideias, cheia de sonhos e com muita imaginação. Ando na vida, sem mapa, vou pra onde der. Ando por caminhos estranhos, as vezes. Ando por estradas cheias de curvas e boas paradas. Ando com pessoas lindas, aquelas que me tiram um sorriso fácil...
Ando, ando e nunca sei onde estou. Ando procurando amores, amigos e sorrisos. Ando atrás da vida, atrás de mim e de tudo o que venha para somar.
Por enquanto só ando até me encontrar.

quarta-feira, 7 de março de 2012

O mundo e suas voltas


E enquanto fica ai esperando pelas voltas que o mundo dá, ele gira sem nem pensar em você. As pessoas vão mudando e você vai ficando cada vez mais pra traz. É típico, é o mundo. Ou vai com ele ou corre dele.
As pessoas não são mais as mesmas, nem mesmo se tentassem, não conseguiriam... Eu poderia dizer mais um milhão de coisas pra jogar na tua cara que tudo muda e você tem que ir junto, mas ultimamente tenho aprendidos coisas; coisas muito valiosas, por sinal! Você não precisa mudar, apenas tente se adaptar. Não corre do mundo não, mas também não precisa andar do ladinho dele. Encontre seu ritmo, seu equilíbrio e depois é só continuar de onde parou.
E se o mundo não te aceitar, o problema é dele, ele mudou e você aceitou... Não siga as regras, não crie regras. Apenas sobreviva, um dia as coisas ficam bem.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Madrugadas de sábado


Madrugadas de sábado, que normalmente são estranhas e frias, hoje são inspiradoras. Voltei com a cafeína e com meu pequeno diário. Saudades da antiga eu? Talvez. Nessa vida tudo é incerto... Eu, minhas palavras, seus sentimentos e nossas histórias. Quem sabe é só minha imaginação?!
Na verdade, sinto falta da minha antiga criatividade e do meu poder de imaginação. Leio meus antigos textos e sinto orgulho de mim mesma, que hoje mal consigo escrever uma frase. Será que eu mudei tanto? Me sentia tão boba naquele tempo... Meus sonhos, minhas manias, minhas paixões... É, as coisas mudam. Minha nostalgia já não é mais a mesma, nada é como antes. Talvez agora falte uma paixão, ou só inspiração mesmo. Queria saber o que falta, de verdade. Mas se soubesse, seria diferente? Ou não?
Esse lado "exclamação" da minha vida me deixa cada dia mais intrigada. Qual o sentido de tudo isso?
Meus sábados demasiados perfeitos para escrever e abusar da cafeína passaram a me trazer sono, muito sono. Meus sábados de ver romances e imaginar a futura vida em Londres se resumem agora, a meu edredom e travesseiro me fazendo companhia durante a madrugada...
Acho que estou crescendo e não percebi. Minha frieza de hoje me deixa horrorizada à julgar todo o encantamento que eu sentia ao escrever uma simples frase de um texto. Quando a gente cresce, a gente muda. E se a gente mudar e não gostar, dá pra voltar?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Boomerang


Já parou pra pensar que a vida pode ser um boomerang? E quem sabe tenha pensado também, que somos o ponto de partida e o alvo dele?
Como eu sempre digo, as vezes tenho crise de pensamentos. Os últimos dias tem sido dominados por esse tipo de pensamento e metáfora. Ironia, talvez. Não sei bem, mas acho que estou querendo crescer, elo menos mentalmente. Andei tendo novos devaneios, que dessa vez estão um pouco mais malucos, mas fazem mais sentido.
Não sei bem, mas acho que estou no caminho certo dessa vez.Vai que dá certo... Tentar não custa, e pra quem já quebrou a cara mil e 1100 vezes, quebrar 1101 vai ser só mais um efeito colateral. Simples assim.
Porque quando se está acostumado a cair, você começa a aprender a se equilibrar melhor a cada tropeço. É como treinar para uma corrida, a cada dia você supera um novo quilômetro, e assim saber que pode sim alcançar a linha de chegada. A vida me ensina todos os dias que eu não preciso ser alguém melhor, e sim, melhorar minhas atitudes. Não importa quem eu seja, desde que eu saiba como e com que me comportar da maneira certa.
Nessa história toda de boomerang também aprendi que se eu for esperta o bastante, posso pegá-lo de volta ao invés de ser o alvo. A vida não é fácil pra ninguém. Mas se tentar ficar de bem com ela, você aprende a se virar melhor.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Acredite em você


A mania boba que eu tenho de me apaixonar por qualquer sorriso e brincadeira boba me deixa frustrada. É inevitável, me deixa sem controle. Sou uma palhaça, sem ofensas. É inevitável e insaciável esse meu medo de não ter alguém para amar. Precisava, uma vez na vida, saber se virar. Seria ótimo. Uma maravilha, eu diria.
Você não precisa se tornar uma pessoa fria... Só precisa aprender a lidar com seu emocional. Não seja infantil à esse ponto, não tem necessidade. Aprende a ser quem você pode e sabe ser, não queira ser a modinha "fria" e "desligada" dos sentimentos. Se você os têm, assuma-os e se não tem, não fique procurando. Uma hora ou outra, você aprende. Por bem ou por mal.
Não espere que o cara certo vai aparecer na hora certa, porque você sabe que não vai. Sim, vai aparecer alguém bom o bastante quando você conhecer alguém assim. Não é clichê, não é destino... é a vida mostrando à que veio. Não seja boba, não se sinta boba. Acredite, não em mim, mas sim em você. Acredite naquilo que você quer e sabe que precisa ser.
Seja alguém, não queira ser todo mundo. Seja você. Seja o que a vida te permite, e assim, seja feliz. Se faça feliz.