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segunda-feira, 30 de abril de 2012
Sobrevivendo
E depois de tudo o que já passei, aposto que muita coisa eu sei. Já morri mil vezes, assim como sobrevivi outras mil e uma. Não sou fraca, não sou boba e também não sou indestrutível. Mas garanto que é preciso muito mais que a morte sentimental pra me derrubar. Eu aprendi bem como juntar os estilhaços, os restos... os cacos.
Não tenho dó de mim, não sou nenhuma coitada. Não sou auto piedosa e to pouco me fodendo pro que aconteça. Aprendi a ser grossa, arrogante e desagradável. O mundo me ensinou tudo, a vida mandou que me virasse.
Não tenho sabedoria, tenho experiência. Não sou nenhuma vencedora, nenhuma lutadora... Cai, levantei. Me machuquei, me curei. Engoli choro, sequei lágrimas. Desabei e me reergui. Passei um bocado nessa vida, mas nada é difícil ainda. Tem muita água pra rolar, muita brisa pra passar e muita porta à se fechar. To indo, sobrevivendo. Aprendendo.
Por que, afinal, de que valeria a vida se não fosse pra aprender a viver?
quinta-feira, 26 de abril de 2012
um pouco de amor
Queria, ao menos uma vez, que algo desse certo. Que fosse um amor, um dia ou até mesmo um minuto.
Só se ferrar cansa, desgasta. Há tempos não sei o que é uma noite bem dormida. Se não tenho pesadelos, acordo a cada 5 minutos.
Sei lá, acho que podia acontecer algo bom. Eu preciso de algo bom.
Tenho mania de achar que incomodo... Talvez as pessoas precisem mesmo tirar umas férias de mim, ou eu delas. É tudo tão estranho, complexo.
Não sei o que acontece, não sei nem se tem algo acontecendo... Eu to irritada, fria e ao mesmo tempo, carente.
Eu preciso de um abraço, um cobertor e leite quente.
Eu preciso e eu queria, um pouco de amor. Alguém que fosse paciente.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Desenrola na Madrugada
Sei que faz tempo que não escrevo nada aqui, mas são 03hrs e 22 min da manhã e não tenho nenhum sono. Eu tava ali na sala, vendo tv; tava assistindo Desenrola, o filme.
Acho que boa parte das garotas deviam assistir, mesmo. Vendo a história da Priscila, comecei a pensar em todos os meus desastres amorosos, tudo o que já foi passado pelo lado afetivo da minha cabeça...
Agora, de repente senti vontade de nunca ter me apaixonado e talvez, nunca ter ficado com determinados meninos. Sei lá, tudo pareceu tão sem sentido. Talvez se eu não tivesse ficado com fulano, eu não teria me apaixonado e não teria sofrido! Talvez se eu tivesse me preocupado mais com coisas fúteis, o amor simplesmente apareceria. Eu não esperaria por ele ansiosamente.
Acabei de olhar pro meu celular: nenhuma mensagem fofa, nenhuma ligação e nenhum admirador. Fui ouvir música, mas também não deu certo... Comecei a lembrar de certos rostos, sorrisos e senti saudade de quem não devia. Ainda não sei definir o que to sentindo agora... Talvez seja inveja da Priscila, ou carência mesmo. Não sei. À essa altura pode ser qualquer coisa.
Fiquei aqui pensando: e se eu tivesse um namorado, veria esse filme de uma outra forma? Pensaria diferente?
Meu Deus! As vezes acho que estou ficando paranoica... Eu tenho 16 anos, 3 paixões (platônicas ou não...) e to aqui, reclamando a falta de alguém que me mande algum sms romântico no meio da madrugada. Eu sei, parece drama... Mas e quem nunca se sentiu assim?
Pode ser que eu esteja apaixonada agora. E se eu realmente tiver amando alguém, ele também pode não merecer esse amor. Ou... ele pode me amar em segredo, não sei. To me sentindo a coisa mais bocó e clichê do mundo, uma bobona sozinha em plena madrugada escrevendo coisas que não dizem nada com nada. Uma palhaça cheia de olheiras que passa o dia se entupindo de cafeína. É isso aí, uma dramática.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Aquela música
Sabe aquela música? Aquela que você ouve sem vontade de dançar, de pular e nem de chorar... Aquela lá que te faz sentir abraçado, confortado e seguro. Aquela que traz aquela sensação deliciosa de felicidade sem motivo, sem pretensão e sem pressão.
Aquela música que te deixa calmo, mas com certa euforia no olhar. Aquela que te faz viajar, que te faz sonhar e que te torna feliz por minutos. Aquela que te faz imaginar pessoas, abraços e beijos. Aquela que te deixa pensando na vida e em como ela seria mágica se pudesse ser baseada naquele momento, naquele pequeno instante bom que te encantou.
A música que vai te deixar extasiada, boba e sem vergonha. Aquela que vai te convencer que você pode fazer muita coisa que você quer. Aquela que, mesmo que só por alguns instantes, vai te mostrar que você é tem coragem e que pode ser o que quiser.
Aquela música que vai te dizer que a vida é perfeita, se você olhar do ângulo certo. Aquela música que vai ter gosto de bolo de cenoura que a sua mãe fazia nas tardes de infância e que te deixa em transe.
Aquela música que, de todas sensações que pode causar, apenas te faz sorrir. Porque ela foi feita pra você, ela sua e o seu sorriso é dela. Aquela música que te faz sorrir sem culpa, que te faz sentir incrível apenas por ouvi-la.
Aquela música que que tornou sua porque seu sorriso se tornou o dela.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Dê a cara a tapa
Pare. Pare com o autojulgamento, a autocritica e qualquer outra coisa que comece com "auto" e ainda assim castigue você. Pare de ser boba, pare de ser hipócrita. Você é muito mais que a criticazinha absurda que andaram fazendo sobre você. Você é muito mais que aquilo que seu espelho mostra e ainda muito mais do que o galinha da sua turma acha que é bom.
Você é você, com tudo o que tem. Sem defeitos, você tem pequenas imperfeições. Pare de frescura, acabe com o drama. Já ta na hora de alguém saber quem é você de verdade, seja com sapatilha ou tênis. E se não usar maquiagem, borre a cara deles com o teu conteúdo. Pise em cima das palavras, passe por cima deles. Você não deve nada, não tem que se explicar.
Vai sorrir, ser feliz e se divertir. O mundo já paga pau demais pra esse bando de cérebro compacto em um crânio tamanho família.
O mundo, já se perdeu. Agora é você quem escolhe se continua no caminho de casa ou vai cadeia deles. Se mostre, apareça e dê a cara a tapa. Vamos ver quem é que vale alguma coisa, vamos ver quem é que sabe, manda e faz mais.
Aparece, filha. Você não nasceu com esse brilho atoa.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Outra
Guardei os beijos pra quando tiver alguém em especial. O sorriso, deixei para quem precise, pra quem mereça. Conto histórias para quem quer ouvir, e os segredos são pra quem souber sentir. Não tenho sido muito clichê. Talvez nem tenho sido mais eu, não aquela eu.
As vezes acho que eu mudei, as vezes acho que é uma fase... As vezes parece amor, mas é só saudade. Eu cresci, cresci mesmo. Aprendi muita coisa, esqueci muitas outras. Me reinventei, me virei e enfim, mudei. Eis aqui uma nova eu, uma nova garota. Talvez, uma outra garota.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
O tempo do príncipe
Tão acostumada a sonhar com o mocinho, acabei me tornando a vilã.
Vai ser sempre assim: você se apaixona, não é correspondida e passa a ter certo rancor da pessoa amada. Não que você queira se sentir assim, mas é mais fácil. Ela não tem culpa, as vezes...
Você tem que aprender a se controlar. Tem aprender a viver. A vida não é conto de fadas! Infelizmente, isso aqui é mundo e não o O maravilhoso mundo de Disney. Meu bem, vamos aprender a nos virar porque é o que tem pra hoje. Ou tu é normal, ou tu é você.
Das escolhas que a gente tem, quase nenhuma nos favorece de verdade. Nenhuma faz bem. É tudo planejado, tudo marcado. É tudo mandado.
Sinto falta da espontaneidade, sinto saudade da liberdade. Sinto saudade do tempo em que se podia sonhar e acreditar que ele se realizaria, por mais mágico que parecesse.
Eu sinto falta do tempo em que eu pensava e sabia que era a mocinha e não existiam vilões. Aquele tempo onde tudo o que eu fazia era sorrir só por pensar no príncipe encantado, mesmo que ele fosse imaginário.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Um pouco de Caio
“Meu nome é Caio Fernando.
Moro no segundo andar,
mas nunca encontrei você na escada.
Moro no segundo andar,
mas nunca encontrei você na escada.
Preciso de alguém, e é tão urgente o que digo. Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas preciso tanto e tanto. Perdoem a bandeira desfraldada, mas é assim que as coisas são-estão dentro-fora de mim: secas. Tão só nesta hora tardia – eu, patético detrito pós-moderno com resquícios de Werther e farrapos de versos de Jim Morrison, Abaporu heavy-metal -, só sei falar dessas ausências que ressecam as palmas das mãos de carícias não dadas. Preciso de alguém que tenha ouvidos para ouvir, porque são tantas histórias a contar. Que tenha boca para, porque são tantas histórias para ouvir, meu amor. E um grande silêncio desnecessário de palavras. Para ficar ao lado, cúmplice, dividindo o astral, o ritmo, a over, a libido, a percepção da terra, do ar, do fogo, da água, nesta saudável vontade insana de viver. Preciso de alguém que eu possa estender a mão devagar sobre a mesa para tocar a mão quente do outro lado e sentir uma resposta como – eu estou aqui, eu te toco também. Sou o bicho humano que habita a concha ao lado da concha que você habita, e da qual te salvo, meu amor, apenas porque te estendo a minha mão. No meio da fome, do comício, da crise, no meio do vírus, da noite e do deserto – preciso de alguém para dividir comigo esta sede. Para olhar seus olhos que não adivinho castanhos nem verdes nem azuis e dizer assim: que longa e áspera sede, meu amor. Que vontade, que vontade enorme de dizer outra vez meu amor, depois de tanto tempo e tanto medo. Que vontade escapista e burra de encontrar noutro olhar que não o meu próprio – tão cansado, tão causado – qualquer coisa vasta e abstrata quanto, digamos assim, um Caminho. Esse, simples mas proibido agora: o de tocar no outro. Querer um futuro só porque você estará lá, meu amor. O caminho de encontrar num outro humano o mais humilde de nós. Então direi da boca luminosa de ilusão: te amo tanto. E te beijarei fundo molhado, em puro engano de instantes enganosos transitórios – que importa? (Mas finjo de adulto, digo coisas falsamente sábias, faço caras sérias, responsáveis. Engano, mistifico. Disfarço esta sede de ti, meu amor que nunca veio – viria? virá? – e minto não, já não preciso.) Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados quanto minhas insônias insuportáveis. Tanto meu ciclo ascético Francisco de Assis quanto meu ciclo etílico bukovskiano. Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. Preciso dessa emoção que os antigos chamavam de amor, quando sexo não era morte e as pessoas não tinham medo disso que fazia a gente dissolver o próprio ego no ego do outro e misturar coxas e espíritos no fundo do outro-você, outro-espelho, outro-igual-sedento-de-não-solidão, bicho-carente, tigre e lótus. Preciso de você que eu tanto amo e nunca encontrei. Para continuar vivendo, preciso da parte de mim que não está em mim, mas guardada em você que eu não conheço. Tenho urgência de ti, meu amor. Para me salvar da lama movediça de mim mesmo. Para me tocar, para me tocar e no toque me salvar. Preciso ter certeza que inventar nosso encontro sempre foi pura intuição, não mera loucura. Ah, imenso amor desconhecido. Para não morrer de sede, preciso de você agora, antes destas palavras todas cairem no abismo dos jornais não lidos ou jogados sem piedade no lixo. Do sonho, do engano, da possível treva e também da luz, do jogo, do embuste: preciso de você para dizer eu te amo outra e outra vez. Como se fosse possível, como se fosse verdade, como se fosse ontem e amanhã.
”| — | Caio Fernando Abreu. |
Encontrei esse texto por acaso no tumblr e gostei tanto que quis postar aqui! hihi
quarta-feira, 21 de março de 2012
Nasci
Não me venha com meias palavras, e nem inteiras. Não sei se quero te ouvir agora, nem sei se ainda quero te ouvir. Não sei se penso ou se sonho. Se te amo ou te odeio. Não sei se te quero ou te rejeito. Minha vida tem se baseado em dúvidas, escolhas e talvez, frescuras.
Não, não é TPM. Eu não ando bipolar e também não to ficando louca. EU TO CANSADA. Cansada de você, desse nós que vive suspenso no ar e destas suas bobagens sobre amor.Eu não quero amor. Não de você. Eu quero mais, muito mais! Quero vida, calmaria e um pouco de diversão. Uma dose de álcool, quem sabe? Ou talvez só um pouco de música, mas que seja música pra dançar.
Ando querendo menos… Quero menos preocupação, menos responsabilidade e menos chororô. Sabe, eu não quero ser fria. Não mesmo. Quero sorrir, quero se feliz. Mas eu não quero mais você, nem pra sonhar, nem pra amar e muito menos pra chamar de meu. To noutra vibe agora, outros sonhos, outros amigos e nenhum amor.
Agora é só vida, música e diversão.Encontrei o que eu queria, encontrei o que precisava. Me encontrei e te deixe perder. Eu nasci pra vida e matei você.
Não, não é TPM. Eu não ando bipolar e também não to ficando louca. EU TO CANSADA. Cansada de você, desse nós que vive suspenso no ar e destas suas bobagens sobre amor.Eu não quero amor. Não de você. Eu quero mais, muito mais! Quero vida, calmaria e um pouco de diversão. Uma dose de álcool, quem sabe? Ou talvez só um pouco de música, mas que seja música pra dançar.
Ando querendo menos… Quero menos preocupação, menos responsabilidade e menos chororô. Sabe, eu não quero ser fria. Não mesmo. Quero sorrir, quero se feliz. Mas eu não quero mais você, nem pra sonhar, nem pra amar e muito menos pra chamar de meu. To noutra vibe agora, outros sonhos, outros amigos e nenhum amor.
Agora é só vida, música e diversão.Encontrei o que eu queria, encontrei o que precisava. Me encontrei e te deixe perder. Eu nasci pra vida e matei você.
domingo, 18 de março de 2012
Que fosse sonho
E hoje, antes dormir imaginei como seria se eu realmente tivesse um mundo só meu. Pensei em como o controlaria e em como poderia ser mágico. O mundo, hipoteticamente meu, seria como um verdadeiro conto de fadas. Os dias seriam todos frescos, como o outono e toda noite choveria pra que eu pudesse dormir tranquila. As pessoas teriam cara de sol, com muito brilho e sorrisos apaixonantes. Meu mundo seria incrível...
Os lugares seriam aconchegantes, com cheiro de terra molhada e ar de inverno. Não gostaria de nada muito enfeitado, apenas gostoso de ver. As flores, todas coloridas com cara de primavera. E se pudesse ter um príncipe encantado, ele teria carinha de nostalgia, sorriso tímido e o cabelo mais macio do mundo. Ainda que fosse príncipe, não seria perfeito, porque iria discordar dos meus gostos musicais e assim eu o faria aprender a gostar com toda a delicadeza do mundo.
Talvez eu não quisesse que esse lugar se chamasse mundo... Poderia chamar Sonho! Mas que fosse um sonho de verdade e eu pudesse dormir para sempre. E pra sempre, ser feliz.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Até me encontrar
Ando precisando de tanta coisa... Preciso de abraço, de carinho, de beijo e de atenção. Também ando querendo muita coisa... Um amigo de verdade, alguém que traz saudade e um pouco de tranquilidade. Ando carente, de tudo, de todos. Ando sem rumo, sem planos e sem perspectivas.
Ando aprendendo, a viver, a sonhar e talvez, amar. Ando crescendo, amadurecendo e melhorando. Ando com as pernas, mas sinto como se andasse com o coração, ou talvez seja só mais um engano.
Ando cheia de ideias, cheia de sonhos e com muita imaginação. Ando na vida, sem mapa, vou pra onde der. Ando por caminhos estranhos, as vezes. Ando por estradas cheias de curvas e boas paradas. Ando com pessoas lindas, aquelas que me tiram um sorriso fácil...
Ando, ando e nunca sei onde estou. Ando procurando amores, amigos e sorrisos. Ando atrás da vida, atrás de mim e de tudo o que venha para somar.
Por enquanto só ando até me encontrar.
quarta-feira, 7 de março de 2012
O mundo e suas voltas
E enquanto fica ai esperando pelas voltas que o mundo dá, ele gira sem nem pensar em você. As pessoas vão mudando e você vai ficando cada vez mais pra traz. É típico, é o mundo. Ou vai com ele ou corre dele.
As pessoas não são mais as mesmas, nem mesmo se tentassem, não conseguiriam... Eu poderia dizer mais um milhão de coisas pra jogar na tua cara que tudo muda e você tem que ir junto, mas ultimamente tenho aprendidos coisas; coisas muito valiosas, por sinal! Você não precisa mudar, apenas tente se adaptar. Não corre do mundo não, mas também não precisa andar do ladinho dele. Encontre seu ritmo, seu equilíbrio e depois é só continuar de onde parou.
E se o mundo não te aceitar, o problema é dele, ele mudou e você aceitou... Não siga as regras, não crie regras. Apenas sobreviva, um dia as coisas ficam bem.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Madrugadas de sábado
Na verdade, sinto falta da minha antiga criatividade e do meu poder de imaginação. Leio meus antigos textos e sinto orgulho de mim mesma, que hoje mal consigo escrever uma frase. Será que eu mudei tanto? Me sentia tão boba naquele tempo... Meus sonhos, minhas manias, minhas paixões... É, as coisas mudam. Minha nostalgia já não é mais a mesma, nada é como antes. Talvez agora falte uma paixão, ou só inspiração mesmo. Queria saber o que falta, de verdade. Mas se soubesse, seria diferente? Ou não?
Esse lado "exclamação" da minha vida me deixa cada dia mais intrigada. Qual o sentido de tudo isso?
Meus sábados demasiados perfeitos para escrever e abusar da cafeína passaram a me trazer sono, muito sono. Meus sábados de ver romances e imaginar a futura vida em Londres se resumem agora, a meu edredom e travesseiro me fazendo companhia durante a madrugada...
Acho que estou crescendo e não percebi. Minha frieza de hoje me deixa horrorizada à julgar todo o encantamento que eu sentia ao escrever uma simples frase de um texto. Quando a gente cresce, a gente muda. E se a gente mudar e não gostar, dá pra voltar?
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Boomerang
Como eu sempre digo, as vezes tenho crise de pensamentos. Os últimos dias tem sido dominados por esse tipo de pensamento e metáfora. Ironia, talvez. Não sei bem, mas acho que estou querendo crescer, elo menos mentalmente. Andei tendo novos devaneios, que dessa vez estão um pouco mais malucos, mas fazem mais sentido.
Não sei bem, mas acho que estou no caminho certo dessa vez.Vai que dá certo... Tentar não custa, e pra quem já quebrou a cara mil e 1100 vezes, quebrar 1101 vai ser só mais um efeito colateral. Simples assim.
Porque quando se está acostumado a cair, você começa a aprender a se equilibrar melhor a cada tropeço. É como treinar para uma corrida, a cada dia você supera um novo quilômetro, e assim saber que pode sim alcançar a linha de chegada. A vida me ensina todos os dias que eu não preciso ser alguém melhor, e sim, melhorar minhas atitudes. Não importa quem eu seja, desde que eu saiba como e com que me comportar da maneira certa.
Nessa história toda de boomerang também aprendi que se eu for esperta o bastante, posso pegá-lo de volta ao invés de ser o alvo. A vida não é fácil pra ninguém. Mas se tentar ficar de bem com ela, você aprende a se virar melhor.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Acredite em você
A mania boba que eu tenho de me apaixonar por qualquer sorriso e brincadeira boba me deixa frustrada. É inevitável, me deixa sem controle. Sou uma palhaça, sem ofensas. É inevitável e insaciável esse meu medo de não ter alguém para amar. Precisava, uma vez na vida, saber se virar. Seria ótimo. Uma maravilha, eu diria.
Você não precisa se tornar uma pessoa fria... Só precisa aprender a lidar com seu emocional. Não seja infantil à esse ponto, não tem necessidade. Aprende a ser quem você pode e sabe ser, não queira ser a modinha "fria" e "desligada" dos sentimentos. Se você os têm, assuma-os e se não tem, não fique procurando. Uma hora ou outra, você aprende. Por bem ou por mal.
Não espere que o cara certo vai aparecer na hora certa, porque você sabe que não vai. Sim, vai aparecer alguém bom o bastante quando você conhecer alguém assim. Não é clichê, não é destino... é a vida mostrando à que veio. Não seja boba, não se sinta boba. Acredite, não em mim, mas sim em você. Acredite naquilo que você quer e sabe que precisa ser.
Seja alguém, não queira ser todo mundo. Seja você. Seja o que a vida te permite, e assim, seja feliz. Se faça feliz.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Cartas
Enquanto arrumava a bagunça do meu quarto, encontrei as cartas que costumava escrever. Nunca falei sobre elas, escrevia sem destinatário, escrevia pra que um dia pudesse encontrar alguém que as recebesse.
Li uma por uma e comecei a pensar em como a gente muda, a gente vira outra pessoa, mas com a mesma personalidade, as mesmas manias e as mesmas idiotices. Pode ser que eu esteja mais fria hoje em dia, ou ainda mais idiota do que de costume.
Como estou hoje em relação à alguns anos, eu realmente não sei. Então paro e penso, vejo que muita coisa mudou e seguiu adiante, assim como muitas outras coisas pararam no tempo e ficaram pra trás. Alguns sonhos, estão ali, em meios as milhares de palavras de uma carta ou outra. Os amores, todos sem nome. E a vida, está como sempre: remota.
Como eu disse, não mudei muito. Decidi guardar as cartas... e quem sabe também, escrever mais. Dessa vez, com uma letra mais bonita e envelopes mais delicados. Mas ainda assim sem destinatário. Porque ainda não existe endereço pra um amor dos sonhos ou quem saiba dizer que realmente vai ficar tudo bem.
Até lá, eu só escrevo. Escrevo para quem saiba ler, não apenas com os olhos, mas sim com o coração.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Nós clichês
Eu estava pensando comigo mesma... A nossa vida é mesmo clichê, não é?
Imagine que sempre tem uma música, um filme, uma novela ou até mesmo um livro que mostra exatamente aquilo que você sente...
Todo mundo pensa "Meu Deus essa música é minha!" cada vez que escuta aquela música que fala sobre o fim de uma história de amor. Talvez seja verdade, mas nem sempre é legal, imagina você ouvir essa música o tempo todo e um dia quando você já tiver passado por essa fase você vai pensar em como você era bobo dois anos atrás, vai lembrar de tudo o que passou e rir, e depois suspirar ou você pode relembrar de como tudo aquilo foi bom e sentir vontade de voltar no tempo!
Quantas e quantas vezes você não passou um tempão sonhando acordado antes de dormir e depois viu a mesma cena em uma comédia romântica? E quantas vezes você não ficou fora do ar no meio de centenas de pessoas e depois leu isso em um livro?
Não, o clichê não é ruim, mas ao mesmo tempo não é tão bom. Eu penso que tudo o que eu faço deveria ser único, talvez assim teria mais graça, mas se não fosse assim eu não saberia como lidar com tudo isso. Ser clichê não é apenas ver tudo sobre você em algo que outras pessoas vêem, mas sim viver sempre a mesma coisa e mesmo sabendo que é errado, que você já se deu mal uma vez, você se lembra que viu tudo isso em uma novela onde tudo acabou bem e é simplesmente isso que você quer, ver tudo acabar bem.
Clichê não são somente as cenas e letras de música. E todas as frases que você já repetiu pra alguém ou quantas vezes você não sonhou com a pessoa especial dizendo a frase perfeita do seu romance preferido? Clichê é tudo o que você ama e odeia ao mesmo tempo, você quer longe mas não faz nada pra se afastar. Clichê somos nós.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
vida
Música pra ouvir. Sonho pra viajar. Vida pra viver e muitas pessoas para amar.
A vida da maioria de nós de baseia no futuro, nos planos para o amanhã. Já parou pra pensar em quanto tempo se perde apenas planejando?
Se liga, meu bem! Tem que correr riscos, tropeçar e errar o caminho, pelo menos uma vez. Sem planos, sem compromissos... Apenas aventura, diversão e vida. Vida de verdade; vida que a gente vive, aproveita e sempre tem história pra contar. Vale a pena viver de surpresas e resolver tudo no último instante. Seu sentimento de satisfação vai ser muito mais gostoso, mais merecido. Afinal, você venceu a batalha e sem planejar, você fez tudo no improviso e deu certo. Você acertou sem precisar de ter tudo controlado e cronometrado!
Sorria, meu amor. A vida tá aqui, agora. Ontem você tinha 5, hoje tem 16 e amanhã vai ter 30 anos. Vai mesmo querer dizer que sua vida foi sempre perfeitamente calculada, planejada e "arrumadinha"?
Cade a diversão que vai fazer seus netos te acharem incrível?
Vai meu filho, a vida é como um trem bala: Ela passa e você mal se lembra de como era. Não fica perdendo tempo imaginando, isso é coisa pra se fazer antes de dormir. Faz acontecer, dê inicio ao espetáculo e deixe para receber aplausos no último segundo.
A vida já é seu livro, basta você escolher a melhor história.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Sonhos
E os seus sonhos, onde estão? Você os guardou, jogou fora ou já realizou todos eles?
Acho que assim como eu, você os guardou. É o que todo mundo faz! Não importa o tamanho do sonho, se ele é simples ou grande demais, as pessoas guardam seus sonhos por medo. Todos tem medo do que pode acontecer com os sonhos...
Eu, particularmente, tenho medo de que eles possam ir embora. Sei lá, talvez seja só uma cisma minha. Tenho dessas bobagens na vida. Na verdade, eu sou uma completa bobagem na vida.
Meus sonhos estão guardados, para não serem esquecidos, perdidos e muito menos roubados. Decidi ser mais cuidadosa com a única coisa que me permite ser feliz o tempo todo. A única coisa que não me deixa de mal humor ou me faz chorar. Sonhos, me deixam inspirada, animada e cheia de vida. Sonhos me transmitem magia, encantamento e muita, mas muita felicidade.
Sonhos me fazem viajar, conhecer o mundo e ainda assim, ser eu mesma no lugar onde eu me sinto bem: sobre o meu travesseiro.
Sonhos: a porta do mundo mágico, do lugar perfeito e da vida feliz. Sonhos, nossa verdadeira casa, onde ninguém tem permissão para perturbar.
Sonhos: aqueles momentos em que você entra em transe e se permite ser livre. Se permite ser você.
Sonhos.
domingo, 15 de janeiro de 2012
A falta de money na minha vida
Gente, eu preciso de um emprego urgente!
São muitos gastos pra uma pessoa só... Aliás, são muitos desejos, né?
Quando se é adolescente, tudo é necessário. Tudo mesmo! Desde a alimentação até os itens "fúteis". No meu caso, quero adquirir um milhão de coisas ao mesmo tempo e meus pais não querem bancar o prejuízo todo. No final, estou eu sem as coisas que eu quero e sem dinheiro!
Talvez esteja na hora de arrumar um emprego, só resta saber quando, onde e de que. Parece drama, mas não é. Eu ganho um "dinheirinho" todo mês, mas ainda assim é pouco. Agora só me resta uma opção, por enquanto: economizar até um milagre acontecer!
Aprendam comigo, queridos: Economize ou arrume um bom emprego para sustentar suas necessidades fúteis!
Câmbio, desligo.
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