sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Entre recaídas


É madrugada, já se passam das três da manhã. Aqui estou, jogada na cama me entupindo de café  e ouvindo a banda dos sonhos. Você fuma seu cigarro enquanto olha fixamente pela janela.
Talvez essa tenha sido nossa pior briga. Ainda me lembro da última recaída por nosso vícios, passaram-se anos desde a última dose de cafeína e o último cigarro aceso...
O que está acontecendo? Há poucos dias estávamos bem, ainda posso sentir o amor, mas tem algo errado. Essa separação remota, estranha e sem sentindo começa  provocar calafrios. Nunca brigamos assim, não por coisas tão bobas.
Talvez meu orgulho ainda seja maior que minha vontade de falar com você, talvez eu esteja esperando você vir até mim. Agora você pode estar zangado demais para ouvir minha voz dengosa. Ou nós somos um par de idiotas orgulhosos, dependendo um do outro.
Antes de qualquer coisa, é bom você saber que nossa cama está aqui, vazia. Você pode até dormir na sala, com seus pensamentos à sua volta, mas a madrugada está cada vez mais fria... Afinal, o que estamos esperando? Vem aqui seu bobo, vem dormir comigo. Me abraça, vou te encher de carinho e depois podemos fazer companhia um para outro, jogar conversa fora e sermos ainda mais felizes!
Vem me fazer sorrir, me encantar e me deixar ainda mais louca por você. Vem que eu cuidar de mim, da gente.

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